Comportamento Alimentar e Mudança de Hábitos na Infância

Você sabia que a maior parte dos problemas alimentares da infância são consequência das nossas dificuldades em conduzir a alimentação dos nossos filhos?

E que obrigar a criança a comer tais tipos de alimento ou volume alimentar para atender às nossas expectativas é uma visão simplista sobre mudança de hábitos, não é saudável e cria efeito oposto ao desejado?

Precisamos ir além do alimento, precisamos repensar o contexto no qual essa criança está inserida. Precisamos de um plano estratégico muito bem montado e muito bem dirigido, a partir de uma verdadeira parceria entre o nutricionista, os responsáveis e a criança.

Está cientificamente comprovado que os principais determinantes do comportamento alimentar da criança são:

1-        A família;

2-        O contexto social em que a criança está inserida;

3-        As estratégias que os pais utilizam;

Perceba que não se fala em alimento. Esses aspectos dizem respeito a exemplo/modelo que os adultos representam. O ambiente, diz respeito aos alimentos e oportunidades a que a criança está exposta. E as estratégias dizem respeito a construção das sensações e emoções que a criança apresenta em relação aos alimentos e ao ato de comer.

Somos nós que damos o exemplo enquanto família, construímos o ambiente e desenvolvemos as estratégias para lidar com a criança diante da alimentação. Tudo isso sendo feito de maneira consciente ou não, resulta nos hábitos presentes dos nossos filhos:  nas escolhas alimentares, no tempo e no intervalo para comer, consolidando regras e normas da alimentação, durante todo o processo de aprendizado desde a introdução alimentar.

Se você enfrenta desafios na condução da alimentação do seu filho(a), saiba que é importante:

1 – Conhecer as necessidades da criança;

2 – Entender qual o verdadeiro papel dos pais e o verdadeiro papel da criança;

3 – Revisar conceitos e crenças sobre alimentação saudável e sobre “comer normal”;

4 – Desenvolver habilidades para construir um ambiente e uma rotina geradores de oportunidades alimentares equilibradas para as crianças;

5 – Compreender que educação alimentar é um processo diário e contínuo.

Responder a tantas questões e promover o empoderamento das famílias, em direção a seus próprios referenciais de comer normal é o meu trabalho, minha missão, meu propósito de vida.

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